domingo, 19 de julho de 2026
domingo, 12 de julho de 2026
sexta-feira, 10 de julho de 2026
com o mar não se brinca
A reportagem no jornal da noite da SIC foi de um alerta extremo, na minha opinião.
Se não se fizer nada pelo ambiente, quer por cá, quer a nível global, mais 10 a 20 anos, os nossos netos não terão a praia que hoje muito gostam e usufruem.
Em 2014, escrevi este post
📝
"Toda a minha infância e adolescência e até aos 24 anos, passei as minha férias em Apúlia.
Famílias completas juntavam-se, lado a lado nas barracas, em pleno convívio.
Foram muitos os momentos de alegria, diversão, brincadeiras, amores de praia, que tivemos. As noites eram de serenatas, cantares e danças/bailes.
Por vezes, e quando as nortadas não nos pregavam partidas e a maré estava vaza, íamos pela praia até Ofir.
Um extenso areal ligava estas duas localidades.
As única rochas que se viam estavam no mar...
Risotas, jogo de bola, corrida, brincadeira, eram o nosso divertimento enquanto fazíamos o percurso.
O regresso era feito pelo pinhal.
Belos tempos.
Lembro-me que nos anos 80 já se falava que o mar estava a subir o nível e mais 20/30 anos não teríamos praia.
Os filhos cresceram, formaram-se, fizeram as suas vidas e as famílias habituais deixaram de ir para Apúlia.
Os meus pais passaram a ir para o Algarve, e os meus irmãos mais novos.
Eu fazia as minhas visitas à praia, até que comecei a fazer fins-de-semana em Ofir e/ou Esposende.
Nas manhãs de setembro, enquanto as aulas não começavam, levava os meus sobrinhos à praia.
Nessa altura, ainda havia uma extensão razoável de areal.
De há 12 anos a esta data, as rochas eram mais evidentes o areal menor. Em alguns lugares já nem espaço havia para as barracas.
Cada ano que passa é notório que estas praias estão mais pequenas.
E os anos voam.
O mar revolta-se e encarrega-se de nos tirar a praia que tanto gostamos.
Após a tempestade de janeiro, fui ver o mar.
Calmo, via-se os estragos que ele fez, o lixo que trouxera.
E o areal mais pequeno.
O tempo continua chuvoso, não voltei lá.
Mas vejo as notícias.
Hoje, no FB, no mural de uma jovem que habitualmente pedala até à praia, vi esta foto, com este comentário: "RIP, OFIR".
Fiquei triste."
foto do FB (fevereiro) 2012
As minhas fotos de:
2022
2026
O mar passa além dos geocilindros
Sempre manifestei que adoro o mar, e sempre disse que lhe tenho muito respeito.
E o meu respeito está nas palavras que foram o título da reportagem, e ditas por uma das pessoas que intervieram nela:
"Com o mar não se brinca".
quarta-feira, 8 de julho de 2026
trouxe do meu cantinho do Sapo
uma aventura no estádio (2022)
Fomos ver o SCB que jogava com Union Berlin.
Decidimos ir de autocarro, mas quando vi o horário, achei que íamos chegar em cima da hora, tendo em vista o trânsito para lá.
Um autocarro que vai directo ao estádio nunca devia sair da cidade 45 minutos antes do jogo,mas pelo menos uma hora.
Quando chegamos e depois de passarmos os telemóveis para a leitura dos bilhetes, dirigimo-nos para as escadas que, supostamente, davam para o nosso sector.
De repente, vimos um elevador, estava um casal para entrar, fomos na sua direção convictas de que iríamos chegar lá.
Entrou um grupo "VIP", um dos homens cumprimenta, muito sorridente, a minha amiga, ela retribuiu sem se lembrar quem era.
Mas o elevador ia até ao 2° piso.
A menina que estava naquele andar disse que estávamos enganadas, mas abriu uma das portas que dá acesso ao corredor e disse que subissemos as escadas até ao topo.
Mas o topo não nos levava a lado nenhum porque não tinha saída.
Entretanto, desciam outras pessoas que também não sabiam para onde ir.
Descemos de novo, o jogo tinha começado e nós não encontramos a saída. Voltamos ao elevador, estava lá outra menina, muito gira e elegante, que explicou-nos como fazer.
Mas lembrou-se de ver se a porta que dava acesso ao corredor estava aberta, e por sorte estava, disse-nos como fazer.
Subimos, subimos, até que chegamos lá.
A minha amiga transpirava de tanto subir. Dizia que tinha ginástica para um mês ( ela não frequenta o ginásio nem é fã de exercício fazer exercício físico). Ora, quando perguntamos se era ali o nosso sector, sim,era, mas não daquele lado, mas do lado esquerdo e para cortar caminho tínhamos de atravessar pelas filas onde se sentava o público e eu não queria, de modo algum, descer aqueles degraus pequenos e andar à procura da filaedos lugares.
Estavam três agentes da polícia , veio mais um stweard, e depois de explicarmos tudo, e eu com aquele ar de brincadeira disse que há alguns anos que não íamos ao estádio, disseram eles: " sentem-se aqui que de certeza não vem ninguém e no intervalo procurem os vossos lugares."
Estávamos no topo do estádio, muito bem protegidas. Atrás pelos agentes, e encostadas à parede por onde não passava vento e frio ( levamos kispos e não foram precisos, estava uma temperatura agradável).
E com isto tinham passado cerca de 20 minutos.
Veio o intervalo, ela queria fumar um cigarro ( incrível num estádio não haver um recipiente para pôr as pontas dos cigarros), perguntei a uma segurança, ela disse que não há. Mas tem uma banca em inox, perguntei se a torneira funcionava, porque apagava o cigarro na água. A resposta foi afirmativa, fui verificar, e foi quando vi um copo de plástico com alguma água onde os fumadores deixam as beatas (não gosto desta palavra). E assim a minha amiga fumou o cigarro, porque se não houvesse nada para colocar, ela prescindia desse prazer para não atirar o cigarro para o chão.
No intervalo, não fomos procurar os nossos lugares.
Voltamos aos que tinhamos ocupado, num deles sentava-se um senhor idoso.
Sentamo-nos na fila à frente, começou a segunda parte com o hino do SCB,toda a gente eufórica, ganhamos o jogo. Foi lindo. Ver um jogo de futebol na televisão não tem piada, vê-lo no estádio, independentemente de se ganhar ou perder, aprecia-se melhor a táctica de jogo e é excitante.
Acabado o jogo, e porque a descer todos os santos ajudam, voltamos à saída para apanharmos o autocarro.
Num dos andares, ouvimos uma voz feminina dizer "Ó setôra, que bom vê-la! Que saudades! Porque foi embora?"
A minha amiga explicou o porquê de ter saído, comentei eu que a culpa foi do Ministro, elas despedem-se, a jovem abraçou a minha amiga, e ao mesmo tempo que seguia na direcção oposta, disse:"Gosto muito de si, setôra"
( imagine-se a cara de babada da minha amiga, e feliz com o elogio).
Láfora o trânsito era intenso, estavam dois autocarros apinhados de pessoas, andavam a passo de caracol, percebemos de imediato que não teríamos hipótese de entrar porque o motorista não ia abrir-nos a porta.
Decidimos ir de táxi.
O primeiro da fila de três, era o que devíamos entrar, mas vimos um homem no passeio junto ao carro, perguntamos se podia levar-nos.
E respondeu ele: " Está lá o miúdo".
Eu ri-me e disse à minha amiga que se estava lá um miúdo é porque esperava alguém, então teríamos de entrar no segundo táxi.
Perguntamos se podíamos entrar, respondeu o mesmo homem:"Não, têm de ir para esse táxi, está lá o miúdo, é ele que as vai levar".
Desatamos a rir. O miúdo?!
Quando abrimos a porta, estava um jovem que imediatamente nos disse para entrar.
A partir desse momento iniciamos uma conversa sobre o futebol, que ele comentou ter visto no telemóvel, de ir ver o jogo da Selecção (cá em Braga), que já tem bilhete ( nós não), e com uns modos educados e uma conversa fluída, até que a minha amiga perguntou-lhe de onde era.
De Bragança, veio estudar para a UM, está no curso de Mecânica, gosta da cidade, embora conheça pouco, gosta das pessoas.
Quando saímos do carro,demos uma gorgeta pela simpatia, desejamos sucesso para os estudos e parabenizámo-lo pela educação que tem.
Já depois de ele arrancar, comentou a minha amiga: " Ele é muito novo, deve ter 18 anos."
Deduzimos que, enquanto não começam as aulas deve ter este emprego, vai ganhando uns trocos.
E rimo-nos quando comentamos que o outro táxista sabia o que estava a dizer com, "Tem um miúdo lá dentro".
Cheguei a casa, o cansaço era tal, tomei um duche, sentei-me no sofá, e adormeci.
Foi uma aventura esta ida ao estádio.
O bichinho entrou. Se tivermos oportunidade de ir ver um jogo que nos entusiasme, voltaremos, mas acho que nos vamos perder outra vez.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
este texto tem seis anos
e continua muito actual
Sou pouco facebookiana, encontrei este texto que despertou a minha atenção.
Costumo acompanhar um familiar à terapia numa clínica de fisioterapia, na Maia, clínica essa frequentada por crianças com síndromes, sem síndromes, jovens, idosos, qualquer pessoa que precise de recuperação.
Pessoas que vêm dos vários cantos do país, e do outro lado da fronteira.
E é neste lugar especial que dou conta das muitas crianças com necessidades físicas e cognitivas especiais. Entendo o quanto é importante integrá-las e serem aceites pelos outros, nomeadamente pelos adultos.
Muitas foram as vezes que lá entrei e apeteceu-me fugir por ver o sofrimento das crianças E o que leva os pais a procurarem este tipo de fisioterapia, e digam e/ou pensem o que quiserem, mas estas alternativas são fundamentais para estas crianças.
Falo porque sei.
Ando lá há dois anos.
Então, decidi partilhar este texto convosco, para vos dizer que a minha experiência nestas idas à Maia têm sido fundamentais para perceber o quanto é urgente e importante integrar as crianças com necessidades especiais com as outras crianças, quer seja na escola, quer no parque infantil, nas actividades de fim de semana com os pais, nas festas dos amigos da escola, nos tempos livres.
E todos sabemos que estas crianças, no que se refere à brincadeira, à música, à natação, são mais extrovertidas, são únicas.
Cabe a nós, adultos, aos pais, aos educadores, a missão de explicarem aos seus filhos, sobrinhos, netos, sobrinhos netos, que estas crianças têm algumas diferenças e que precisam de conviver, de brincar, de ser aceites por todos.
Ah! E são crianças que dão muito amor aos outros.
Da página do FB, o texto:
"Eu gostaria de fazer um alertar para um tema controverso...
Se os teus filhos não convivem com crianças com necessidades especiais na escola e nunca os ensinaram que nem todos são iguais, talvez devas investir 10 minutos hoje à noite para lhes explicar isso, porque, embora eles possam não conviver atualmente com essas crianças na escola, eles certamente vão encontrá-los nas suas vidas no futuro.
À luz dos eventos frequentes sobre a exclusão de crianças com autismo de participar em viagens escolares e de crianças com Síndrome de Down serem expulsas das aulas de dança porque não conseguiam acompanhar o ritmo, sinto a necessidade de compartilhar isto.
Há meninos e meninas que ninguém convida para festas de aniversário. Existem crianças que querem pertencer a uma equipe, mas não são selecionadas porque é mais importante vencer do que incluir essas crianças. Crianças com necessidades especiais não são esquisitas ou estranhas, elas só querem o que todos os outros querem: serem aceites!
Estás disposto a copiar e colar este post no teu mural sem compartilhá-la, como eu fiz, por todas as crianças especiais por aí?"
❤️💜🧡💛💚💙🖤
Por favor, ensinem os vossos filhos a tratarem de igual forma todas as crianças.
Todos precisamos de amor e bondade.
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Na Quaresma as igrejas desta cidade, deciram-se de flores e luz. Igreja de Santa Cruz, Braga






