domingo, 19 de abril de 2026
sábado, 18 de abril de 2026
segunda-feira, 13 de abril de 2026
dia do beijo
Trouxe do meu cantinho do Sapo blogs
domingo, 12 de abril de 2026
sábado, 11 de abril de 2026
quinta-feira, 9 de abril de 2026
quarta-feira, 8 de abril de 2026
azul marinho
azul marinho # 1
" Porque não?!" - questionava-se
Veneza, a cidade dos amantes, e ela, ali, sozinha " que aventura!", pensava.
Seria mais interessante ter uma companhia para partilhar aqueles lindos lugares cheios de romance e de história.
Devia ter pensado nisso, mas a sensação de, pela primeira vez, viajar sozinha para fora do país, era um desafio a si própria.
Não sabia falar italiano, nem inglês, mas alguma coisa havia de desenrascar; " Os turista que visitam o nosso país também conseguem chegar onde querem e não falam português", pensou.
Quem sabe encontraria uma portuguesa a passear pelas ruas? Há tantas mulheres que viajam sozinhas!"
Porque não?!" , matutava.
Decidiu seguir um roteiro que encontrara na internet. Quatro dias para ver a Basílica de San Marco, os mosaicos da Catedral, subir a Torre do Sino Campanille e desfrutar da vista da cidade. Muito havia para visitar e o último dia seria para vaguear pelas ruas de Veneza.
Alugara um quarto num hotel três estrelas, ficou satisfeita com o a decoração, com o quarto, que, não sendo xpto, era acolhedor.
Deitou-se cedo, tentou dormir mas, mais uma vez, o filme da sua vida passava-lhe à frente dos seus olhos fechados , até que adormeceu.
O pequeno-almoço era servido entre as 08:00h e as 10:00h.
Olhou o despertador: " 8:20h. Bom dia Veneza!".
Saiu da cama , tomou um duche.
Levara o essencial para vestir nesses quatro dias. Um vôo low cost não permite que a bagagem seja de mais. Escolhera umas peças clássicas em tons de azul marinho e branco que nunca a deixaram ficar mal.
Vestiu as calças azul marinho, uma camisa branca, um casaco de malha também azul marinho. Completou o look com um lenço de seda e azul marinho e branco, que o ex-marido lhe oferecera quando fez quarenta anos. Calçou os sapatos camel Oxford que comprara nos saldos, bastante confortáveis para os longos percursos a pé que se preparava para fazer.
Olhou o espelho, gostou de se ver, sentia-se uma mulher com classe. Pegou no trench coat bege para a agasalhar nas manhãs e nos fins de tarde daquela primavera.
Foi complicado entender a italiana que a encaminhou para uma das mesas ainda vagas e lhe explicava o que tinha de fazer para se servir.
E pelo gestos percebeu que tinha de lhe dar o número do quarto e que podia servir-se de tudo o que quisesse comer. O pequeno-almoço buffet, que tanto gosta!
Serviu-se do que queria para não se levantar muitas vezes. Apreciava este pequeno-almoço que estava a saber pela vida. Discretamente ia observando os casais, que conversavam baixinho, e o movimento vaivém dos hóspedes, também estrangeiros como ela.
De repente, os seus olhos fixaram um homem que entrou na sala.
De costas para si, este homem, alto, cabelo grisalho, elegantemente vestido, falava em italiano com a sorridente funcionária que apontava a única mesa vaga, e ao lado da sua.
O homem virou-se. Sofia sentiu um baque no coração. O seu rosto corou.
E as suas mãos tremeram.
domingo, 5 de abril de 2026
uma carta que trouxe do blog do sapo
última semana, último dia, último desafio deste ano de 2022, da nossa bee Ana
Maria, quando no início de 2022 pensaste seguir em frente com este desafio, não te lembras de teres escrito isto nos comentários da Ana, pois não?

Pois bem, decidiste levar a ideia para a frente, pensaste que um ano era muito tempo para cumprir os temas, e. certamente nem estarias com disposição para isso. Contudo, começaste no dia 13 de Janeiro, e, semanalmente, mesmo que não fosse à segunda-feira, porque não fora possível, não falhaste.
E semana após semana, tiveste consciência de que o tempo passava com rapidez, que viveste muitas coisas boas e menos boas, que foi um ano difícil, que este desafio te vai fazer recordar, se continuares por cá, o que escreveste ao longo do ano, e dos anos de existência deste blogue. Até porque tu dizes que este teu blogue é um diário, ou um livro de memórias que vais lendo quando te apetece ir lá atrás no tempo e ver o que escreveste num determinado dia, ou mês do ano, e reflectires que tem valido a pena manter este cantinho, mesmo que não haja inspiração, ou até há, mas a oportunidade nem sempre a tens para escreveres alguma coisa.
Também te questionavas se ainda tens idade para andar nestas coisas de desafios. Por vezes, pensavas que não estavas "aí" para estas coisas da blogosfera. Depois, concluías que até era interessante, comentavas para ti que, sempre que pudesses, escrevinharias qualquer coisa.
E o facto é que tens-te surpreendido quando te perguntas: " O quê?! Escreveste isto?!" ,ou "Já passaram tantos anos?!"
E é isto que acontece quando encontras pessoas que não conheces pessoalmente, outras sim, e que te fazem acreditar que há gente boa por cá, com talento, com humor, com quotidianos idênticos, com momentos felizes, outros menos, e porque a vida é mesmo isto: aprender a viver cada dia com o melhor que sois e tendes para dar e receber.
Continua, Maria.
Ah! A Bee, que está a desafiar-se a si própria, é uma miúda que vai conseguir os seus objectivos.
Congratula-a, porque na vida tudo é possível quando se tem garra e se quer.
Vencer cada pequena etapa do dia, já é um grande desafio.
Que venha 2023.
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E porque gostei de recordar este comentário da Ana, e por que o Sapo blogs vai apagar todos os nossos blogues, decidi publicar semana a semana, os textos e imagens dos desafios que tive pela frente e que me deram muito gozo participar.
O primeiro, e a propósito dos lápis de cor que usava ( e eu também) na infância, da Viarco, que a Fátima escreveu "fizeram a delícia das crianças", convidou-nos a participar no desafio " Vamos Pintar com Palavras", com doze textos, tantos quantos as doze cores da caixa de lápis grande da Viarco.
Dia 8, o texto número1.
uma foto
este ano, a Páscoa não foi festejada na praia
sábado, 4 de abril de 2026
sexta-feira, 3 de abril de 2026
quinta-feira, 2 de abril de 2026
domingo, 29 de março de 2026
sábado, 28 de março de 2026
domingo, 22 de março de 2026
sábado, 21 de março de 2026
domingo, 15 de março de 2026
quinta-feira, 12 de março de 2026
segunda-feira, 9 de março de 2026
domingo, 8 de março de 2026
sábado, 7 de março de 2026
segunda-feira, 2 de março de 2026
domingo, 1 de março de 2026
sábado, 28 de fevereiro de 2026
domingo, 22 de fevereiro de 2026
sábado, 21 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
devagar, devagarinho
O treino começa pelo tapete, passo para as máquinas manuais, acabo nas IA.
Estás dão o resultado do treino.domingo, 15 de fevereiro de 2026
sábado, 14 de fevereiro de 2026
domingo, 8 de fevereiro de 2026
sábado, 7 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Carece de sol
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
dia de Nossa Senhora da Candeias
Diz o ditado, "Se a Nossa Senhora das Candeias estiver a rir, está o Inverno para vir, se estiver a chorar, está o Inverno a passar".
Hoje, as previsões não são as melhores, mas também não são as piores.
Está o dia a chorar, que seja bendito o ditado, pois está o inverno a passar.
Vista a meteorologia para este mês, parece-me que a chuva não nos vai deixar tão cedo
domingo, 1 de fevereiro de 2026
uma foto
2017
2026
sábado, 31 de janeiro de 2026
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
João Canijo

Ontem, de telemóvel na mão, leio no Instagram a notícia do falecimento de João Canijo.
Um grande realizador que deixa a nossa cultura cinematográfica mais pobre.
Um homem que tinha as suas actrizes favoritas, e que grande actrizes!, para os seus filmes.
Aqui, as minhas fotografias de algumas cenas do filme nas molduras que decoram as paredes das escadas de acesso aos quartos e salas de estar e de refeições do hotel Parque do Rio, em Ofir, onde as filmagens de "Mal Viver", "Viver Mal", dois filmes diferentes, mas que se completam, na minha opinião, foram realizadas, no ano de 2021, e que estrearam em 2023.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
na lavandaria self-service
Um homem nos 70 anos, barba branca, razoavelmente vestido, chapéu na cabeça, fumava um cigarro à entrada da lavandaria.
Máquinas de lavar vazias, as de secar ocupadas.
Esperei que uma ficasse vaga.
Acabado o cigarro, o homem sentou-se no banco ao lado de um homem de nacionalidade brasileira.
Enquanto a esposa tirava a roupa, o homem mais velho, que se apresentou como pedinte, pergunta ao brasileiro se tem alguma roupa que possa dar.
-Um kispo, umas calças. Você tem estrutura como a minha, a sua roupa deve servir-me.
Outro dia, esteve aqui um homem a quem pedi roupa, disse que ia trazer, fiquei à espera e não apareceu.
Eu durmo na rua, tenho as minhas coisas guardadas, mas preciso de mais roupa.
O brasileiro dizia que ia ver o que tinha em casa, que se tivesse alguma coisa lhe daria.
- Ah, mas não se esqueça. Vou estar aqui a descansar um bocado, fico à espera de si. A que horas passa aqui?
O outro dizia que ia ver, que se tivesse passaria lá por volta das três horas.
- Veja, lá. Não faça como o outro que nunca mais apareceu.
E insistia na conversa.
Depois de a esposa pôr a roupa nos vários sacos, o jovem brasileiro levantou-se, pegou nos sacos, e quando se preparavam para sair, o mais velho insistiu:
- Não se esqueça. Vou estar aqui à sua espera.
A lavandaria tem uma máquina de café, outra de bebidas e sandes.
Uns minutos depois, tirava a minha roupa da máquina e pergunta-me ele:
- A senhora não me paga uma sande? Tenho fome e ainda não comi nada.
Olhei para ele e respondi que tinha levado algumas moedas ( o que era verdade) para meter na máquina, não tinha dinheiro que chegasse para lhe pagar a sande.
Ele não comentou mais nada.
Entretanto, procurei o contacto da lavandaria, queria ligar ou enviar um email.
Um espaço pequeno, onde vão os alunos da escola secundária da zona e ficam por lá a comer e beber, deixam o espaço sujo. E o chão com pó acumulado, percebe-se que ninguém lá vai limpar.
Neste curto espaço de tempo, entrou outro homem, que não me apercebi, se não fosse o mais velho perguntar:
- Não me quer pagar uma sande?
O outro não respondeu. Só vi uma mão levantar e fazer o gesto de não.
Saí da lavandaria.
O homem não me pareceu ser um sem abrigo.
Acredito que seja uma pessoa que procure tomar as refeições numa Cáritas, ou outra associação de apoio.
A ser verdade que é um mendigo, se tivesse o dinheiro para a sande, não sei se pagaria.
Dar-lhe-ia um euro.
Não gostei da forma como se dirigiu às pessoas.
Não mostrou ser uma pessoa humilde.
imagem daqui
domingo, 25 de janeiro de 2026
Francis Buchholz
1954-2026
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Na Quaresma as igrejas desta cidade, deciram-se de flores e luz. Igreja de Santa Cruz, Braga











































