A reportagem no jornal da noite da SIC foi de um alerta extremo, na minha opinião.
Se não se fizer nada pelo ambiente, quer por cá, quer a nível global, mais 10 a 20 anos, os nossos netos não terão a praia que hoje muito gostam e usufruem.
Em 2014, escrevi este post
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"Toda a minha infância e adolescência e até aos 24 anos, passei as minha férias em Apúlia.
Famílias completas juntavam-se, lado a lado nas barracas, em pleno convívio.
Foram muitos os momentos de alegria, diversão, brincadeiras, amores de praia, que tivemos. As noites eram de serenatas, cantares e danças/bailes.
Por vezes, e quando as nortadas não nos pregavam partidas e a maré estava vaza, íamos pela praia até Ofir.
Um extenso areal ligava estas duas localidades.
As única rochas que se viam estavam no mar...
Risotas, jogo de bola, corrida, brincadeira, eram o nosso divertimento enquanto fazíamos o percurso.
O regresso era feito pelo pinhal.
Belos tempos.
Lembro-me que nos anos 80 já se falava que o mar estava a subir o nível e mais 20/30 anos não teríamos praia.
Os filhos cresceram, formaram-se, fizeram as suas vidas e as famílias habituais deixaram de ir para Apúlia.
Os meus pais passaram a ir para o Algarve, e os meus irmãos mais novos.
Eu fazia as minhas visitas à praia, até que comecei a fazer fins-de-semana em Ofir e/ou Esposende.
Nas manhãs de setembro, enquanto as aulas não começavam, levava os meus sobrinhos à praia.
Nessa altura, ainda havia uma extensão razoável de areal.
De há 12 anos a esta data, as rochas eram mais evidentes o areal menor. Em alguns lugares já nem espaço havia para as barracas.
Cada ano que passa é notório que estas praias estão mais pequenas.
E os anos voam.
O mar revolta-se e encarrega-se de nos tirar a praia que tanto gostamos.
Após a tempestade de janeiro, fui ver o mar.
Calmo, via-se os estragos que ele fez, o lixo que trouxera.
E o areal mais pequeno.
O tempo continua chuvoso, não voltei lá.
Mas vejo as notícias.
Hoje, no FB, no mural de uma jovem que habitualmente pedala até à praia, vi esta foto, com este comentário: "RIP, OFIR".
Fiquei triste."
foto do FB (fevereiro) 2012
As minhas fotos de:
2022
2026
O mar passa além dos geocilindros
Sempre manifestei que adoro o mar, e sempre disse que lhe tenho muito respeito.
E o meu respeito está nas palavras que foram o título da reportagem, e ditas por uma das pessoas que intervieram nela:
"Com o mar não se brinca".




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