segunda-feira, 2 de março de 2026
domingo, 1 de março de 2026
sábado, 28 de fevereiro de 2026
domingo, 22 de fevereiro de 2026
sábado, 21 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
devagar, devagarinho
O treino começa pelo tapete, passo para as máquinas manuais, acabo nas IA.
Estás dão o resultado do treino.domingo, 15 de fevereiro de 2026
sábado, 14 de fevereiro de 2026
domingo, 8 de fevereiro de 2026
sábado, 7 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Carece de sol
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
dia de Nossa Senhora da Candeias
Diz o ditado, "Se a Nossa Senhora das Candeias estiver a rir, está o Inverno para vir, se estiver a chorar, está o Inverno a passar".
Hoje, as previsões não são as melhores, mas também não são as piores.
Está o dia a chorar, que seja bendito o ditado, pois está o inverno a passar.
Vista a meteorologia para este mês, parece-me que a chuva não nos vai deixar tão cedo
domingo, 1 de fevereiro de 2026
uma foto
2017
2026
sábado, 31 de janeiro de 2026
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
João Canijo

Ontem, de telemóvel na mão, leio no Instagram a notícia do falecimento de João Canijo.
Um grande realizador que deixa a nossa cultura cinematográfica mais pobre.
Um homem que tinha as suas actrizes favoritas, e que grande actrizes!, para os seus filmes.
Aqui, as minhas fotografias de algumas cenas do filme nas molduras que decoram as paredes das escadas de acesso aos quartos e salas de estar e de refeições do hotel Parque do Rio, em Ofir, onde as filmagens de "Mal Viver", "Viver Mal", dois filmes diferentes, mas que se completam, na minha opinião, foram realizadas, no ano de 2021, e que estrearam em 2023.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
na lavandaria self-service
Um homem nos 70 anos, barba branca, razoavelmente vestido, chapéu na cabeça, fumava um cigarro à entrada da lavandaria.
Máquinas de lavar vazias, as de secar ocupadas.
Esperei que uma ficasse vaga.
Acabado o cigarro, o homem sentou-se no banco ao lado de um homem de nacionalidade brasileira.
Enquanto a esposa tirava a roupa, o homem mais velho, que se apresentou como pedinte, pergunta ao brasileiro se tem alguma roupa que possa dar.
-Um kispo, umas calças. Você tem estrutura como a minha, a sua roupa deve servir-me.
Outro dia, esteve aqui um homem a quem pedi roupa, disse que ia trazer, fiquei à espera e não apareceu.
Eu durmo na rua, tenho as minhas coisas guardadas, mas preciso de mais roupa.
O brasileiro dizia que ia ver o que tinha em casa, que se tivesse alguma coisa lhe daria.
- Ah, mas não se esqueça. Vou estar aqui a descansar um bocado, fico à espera de si. A que horas passa aqui?
O outro dizia que ia ver, que se tivesse passaria lá por volta das três horas.
- Veja, lá. Não faça como o outro que nunca mais apareceu.
E insistia na conversa.
Depois de a esposa pôr a roupa nos vários sacos, o jovem brasileiro levantou-se, pegou nos sacos, e quando se preparavam para sair, o mais velho insistiu:
- Não se esqueça. Vou estar aqui à sua espera.
A lavandaria tem uma máquina de café, outra de bebidas e sandes.
Uns minutos depois, tirava a minha roupa da máquina e pergunta-me ele:
- A senhora não me paga uma sande? Tenho fome e ainda não comi nada.
Olhei para ele e respondi que tinha levado algumas moedas ( o que era verdade) para meter na máquina, não tinha dinheiro que chegasse para lhe pagar a sande.
Ele não comentou mais nada.
Entretanto, procurei o contacto da lavandaria, queria ligar ou enviar um email.
Um espaço pequeno, onde vão os alunos da escola secundária da zona e ficam por lá a comer e beber, deixam o espaço sujo. E o chão com pó acumulado, percebe-se que ninguém lá vai limpar.
Neste curto espaço de tempo, entrou outro homem, que não me apercebi, se não fosse o mais velho perguntar:
- Não me quer pagar uma sande?
O outro não respondeu. Só vi uma mão levantar e fazer o gesto de não.
Saí da lavandaria.
O homem não me pareceu ser um sem abrigo.
Acredito que seja uma pessoa que procure tomar as refeições numa Cáritas, ou outra associação de apoio.
A ser verdade que é um mendigo, se tivesse o dinheiro para a sande, não sei se pagaria.
Dar-lhe-ia um euro.
Não gostei da forma como se dirigiu às pessoas.
Não mostrou ser uma pessoa humilde.
imagem daqui
domingo, 25 de janeiro de 2026
Francis Buchholz
1954-2026
sábado, 24 de janeiro de 2026
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Neve no Minho ( Janeiro de 2009)
Hoje saí de casa por volta das 8.00h para as minhas aulas de Sexta-Feira, o dia de trabalho maior da semana.
O céu estava de um cinzento escuro, que há já muito tempo não via. A temperatura não me pareceu tão baixa quanto ontem.
Mas a cerca de 4 quilómetros da escola, a estrada estava coberta de branco. Mais parecia geada que neve.
De repente, começa a cair uns flocos pequenos de neve.
Antes de as aulas começarem, ainda fui tomar um pingo bem quente, ao café que fica em frente à escola.
Como não tinha aula às 8h30, isto é, tinha sala de estudo, não precisava de me apressar (sou pontual).
Os flocos de neve continuavam a cair, mais grossos, mas dissipavam-se no piso húmido.
Por volta das 10h00 no intervalo maior, fui tomar o meu café da manhã fora da escola (o bar e a cantina estão em obras).
Regresso para a aula das 10h10. Os miúdos pareciam pássaros a chilrear de tanto brincar de excitação pela neve que começara a cair com mais intensidade.
Foi um problema fazer com que os alunos entrassem na sala. Muitos nunca tinham visto a neve. Nem os casacos tinham vestidos. Queriam sentir a neve cair-lhes no corpo e no rosto, já vermelhos de excitação e do frio.
O início da aula foi um problema também. Até que deixei-os sair da sala por 5 minutos.
Que gritaria! Que loucura! Apanhavam a neve e atiravam-na uns aos outros.
Bem me apetecia tirar umas foto com o meu telemóvel.
Consegui que eles voltassem à sala de aula, com a promessa de os deixar sair mais cedo 15 minutos para se divertirem a fazerem bonecos de neve.
Consegui passar um CD. Consegui que alguns alunos lessem um texto. Nada mais.
De repente, alguém bate à porta e diz " Professora o Conselho Executivo pede que todos os alunos saiam da escola. Têm os autocarros à porta para os levarem a casa. De tarde não há aulas".
Algazarra total.
Quando deixei a sala de aula, de telemóvel na mão, apaguei as fotos que tinha do meu querido mar, e da praia, que tanto gosto, e dedo em posição, click, tirei umas quantas fotos aos recreios carregados de neve.
Quando me aproximava do edifício principal da escola, onde em frente tem um jardim fresco e primaveril muito apetitoso, delirei com a paisagem!
Parecia um autêntico postal de Natal.
Os miúdos e adolescentes brincavam alegremente. O colorido estava fantástico.
Tirei mais algumas fotos.
Os professores deixavam a escola.
O trajecto escola/casa que em dias normais faço em 15 a 20 minutos, a conduzir com calma, fi-lo em 1.10h.
Os bombeiros cobriam com sal algumas das zonas mais perigosas. Isso condicionava o fluxo de trânsito a Braga, mas sem percalços.
Tudo correu bem.
Bem-vinda a neve que fez a criançada feliz, e os adultos saíram da rotina e puderam também usufruir de um fenómeno que há muitos anos não acontecia no distrito de Braga.
post que publiquei no cantinho da casa do Sapo
domingo, 18 de janeiro de 2026
Eleições 2026
Fui votar à hora do almoço, como sempre faço quando há eleições.
Neste dia de sol, felizmente a chuva deu-nos tréguas, regressa na próxima semana, "permitiu" que fossemos votar.
Contudo, pela primeira vez desde que voto, vi os corredores da 1ª à 7ª secções de voto, sem filas.
Voto na 7ª, estavam três pessoas à minha frente.
Sempre vi filas grandes. Achei estranho.
Lá fora, o movimento era razoável, mas nada que se comparasse com eleições anteriores.
Ainda pensei perguntar a um dos membros da mesa de voto, amiga do meu irmão, como esteve a afluência às urnas durante a manhã.
Desisti.
No momento de votar, com uma lista cheia de fotos de rostos desconhecidos, foi por estas que procurei o candidato.
Confirmei o nome e ficou lá a x.
Pensei nos idosos, na dificuldade que teriam, ou terão, em encontrar o seu candidato.
Os portugueses ainda têm alguma relutância em exercer o seu direito e dever de voto.
E não nos queixemos da percentagem de abstenções. "É o candidato que sempre ganha".
Aguardo a noite de hoje, dia 18 de Janeiro, este que é o Dia Internacional do Riso.
Será que só um candidato vai rir?
Rir é o melhor remédio.
E hoje, já me ri.
sábado, 17 de janeiro de 2026
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
O letreiro
Conto de Natal
Era orfão de pai.
Dissera-lhe a senhora da família da casa Abrantes, para quem a mãe servira.
Todos na aldeia sabiam, mas segredo que foi, nunca chegou aos seus ouvidos.
Nem sua mãe, que morreu, era ele uma criança com oito anos.
A família Abrantes tomou conta dele.
Dormia num quarto na cave da casa.
A empregada da casa tratava-o como a um filho.
Não lhe faltavam o pão e o leite antes de sair para a escola.
Ao meio-dia, o prato de sopa, as batatas, com hortaliça, o feijão, arroz ou massa sem nada; ou um naco de carne; ou umas rodelas de chouriça que sobrava da mesa dos ricos e que a Efigénia punha em cima do feijão. "Um manjar do céu",dizia ela.
À noite comia o resto da sopa com a broa, ou engrossava a sopa com a farinha de milho.
Frequentou a escola primária.
Não foi além da quarta classe.
Aprendeu a respeitar e servir esta família.
Nunca os filhos da patroa lhe deram um sorriso, ou lhe fizeram um pedido para brincar com eles.
Pelo contrário.
Servi-los era sua obrigação: "Sebastião, faz isto. Sebastião, faz a aquilo!"
Tratavam-no como um pobrezinho e ignorante rapaz.
"Pobre, sim. Ignorante, não", pensava.
Fazia de tudo no campo: roçar o mato, semear milho, batata, feijão, couves,dar de comer aos animais.
Ia vender para as feiras o que se colhia.
E tinha um dom que não sabia de onde lhe vinha. Consertar um cano, uma avaria no tractor.
Pagavam-lhe alguns tostões que foi juntando até chegar à idade de mudar de vida e deixar aquela casa.
Quando chegou a altura de sair, despediu-se da família.
Virou-se sozinho. Foi viver para a cidade.
Sabia trabalhar no campo, fazia biscates em casa da senhora, sentia-se preparado para qualquer trabalho.
Na cidade sentiu-se perdido com a agitação das pessoas que andavam de um lado para o outro.
Os carros que buzinavam, as motas ruidosas, as sirenes da polícia, dos bombeiros. Tudo era barulho na cidade.
Nos primeiros dias, ficou numa modesta pensão enquanto procurava trabalho.
Perto desta, havia um tasco onde comia as suas refeições.
O dinheiro não era muito.
Entrou em oficinas de automóveis, em lojas de ferragens, em mercados, padarias. Qualquer coisa seria bem-vinda para começar a sua nova vida.
O tempo foi passando, o dinheiro estava a acabar.
Sentiu-se sozinho. E triste.
Pensou que seria fácil encontrar trabalho na cidade.
O Natal estava a chegar.
As luzes da esperança, da harmonia, da união das famílias, brilhavam nas ruas da cidade.
Para as crianças eram as luzes de magia, de alegria. Para ele eram de tristeza.
Sentia-se desanimado. E cansado de calcorrear a cidade.
Ninguém tinha lugar para ele.
Estava frio naquele dia de feriado da Imaculada Conceição.
Era grande o frenesim das pessoas que, carregadas de sacos com presentes, entravam e saíam das lojas.
"Nunca recebi um presente de Natal. Nunca soube quem era o meu pai", pensou.
A caminho da pensão, com o frio entranhado no corpo, meteu por uma ruela que nunca tinha passado.
Uma rua iluminada pelas luzes que decoravam as montras das pequenas lojas comerciais.
De repente, um papel branco com letras grandes e escuras colado no vidro da porta de uma loja de artigos eléctricos, chamou a sua atenção.
Nem queria acreditar no que estava escrito: "Empregado, precisa-se".
Entrou.
Saiu da loja.
O coração palpitava de felicidade e de gratidão.
Gratidão à Imaculada Conceição que o levou a entrar naquela rua.
Quando chegou ao final da rua, levantou os olhos para a tabuleta . E leu, "Nossa Senhora da Luz".
"Nunca recebi um presente de Natal. Nunca soube quem era o meu pai".
" Recebi, hoje, o melhor presente de Natal".
conto de Natal que trouxe daqui
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
o ano da mudança
2026
A caminho de 18 anos de blog na plataforma Sapo Blogs, a partir de hoje, dia 12de Janeiro de 2026, é este o meu novo sítio de escrita das coisas banais do meu dia.
Este blog, que tinha o título "as minhas fotografias", desde 2017, e sem vida desde maio de 2024, passa a ser o "cantinho da casa 22".
Vou tentar ser assídua neste sítio onde tenho os amigos que o amigo Rui reunia nos almoços convívio. E dizia que "a melhor rede social ainda é uma mesa rodeada de amigos".
O Sapo Blogs vai fechar, estaremos por aqui a partilhar conversas, seja em grupo, seja em cada um dos nossos cantinhos, para
Espero registar, ou importar, as muitas coisas que escrevi no cantinho da casa, "vivo" desde 2008 até hoje.
Bem-vindos ao meu novo cantinho.
💓

















